E se a independência não passasse mais pelas armas, mas por blocos de código? Os BRICS sonham com soberania em criptomoedas, Siluanov como desbravador digital.
E se a independência não passasse mais pelas armas, mas por blocos de código? Os BRICS sonham com soberania em criptomoedas, Siluanov como desbravador digital.
O ouro não é mais apenas um ativo de proteção. Tornou-se um instrumento de poder econômico. Em 2024, os BRICS acumularam massivamente o metal precioso, antecipando um endurecimento das políticas comerciais americanas. Uma aposta que se revela lucrativa, pois os novos aumentos tarifários anunciados por Donald Trump desencadearam uma disparada histórica no preço do ouro. Enquanto a guerra comercial se intensifica, o metal amarelo se impõe como a arma monetária das potências emergentes diante da dominação do dólar.
Os Emirados Árabes Unidos, agora membros dos BRICS, vão investir 1,4 trilhão de dólares nos Estados Unidos ao longo de dez anos. Anunciada após um encontro com Donald Trump, essa manobra redesenha os equilíbrios globais. Entre ambição tecnológica, cálculo diplomático e projeção de influência, Abu Dhabi redefine as linhas de um mundo agora estruturado por alianças econômicas de geometria variável.
Em sua recente intervenção, Subrahmanyam Jaishankar fez questão de dissipar qualquer ambiguidade sobre a posição da Índia em relação ao dólar: "não há nenhuma política de nossa parte que vise substituir o dólar. No final do dia, o dólar como moeda de reserva é uma fonte de estabilidade econômica internacional."