Polymarket: Os apostadores de criptomoedas apostam no retorno de Jesus em 2025
O universo cripto nunca teve medo do absurdo. Mas quando a blockchain se envolve em profecias bíblicas, até os mais experientes levantam uma sobrancelha. No Polymarket, plataforma de apostas preditivas descentralizadas, um contrato audacioso desafia as leis do sagrado: 3% de chances de que Jesus Cristo retorne antes do final de 2025. Uma aposta incomum, sem dúvida, mas reveladora de uma era em que a finança descentralizada abraça as mitologias mais improváveis.
Quando a blockchain releu o Apocalipse
O Polymarket não é novo em suas façanhas. Após a polêmica sobre a vitória de Trump, a aposta transcende as criptos para aventurar-se em território espiritual.
Com 44.760 $ em jogo, a plataforma transforma a escatologia em um jogo especulativo. Os teóricos por trás dessa previsão baseiam-se em cálculos esotéricos: a Igreja de Deus fala de um “tempo de redenção” de 24 anos, iniciado em 2000, enquanto um grupo chamado Free Gift From God revisita as “70 semanas de Daniel” através de um decreto otomano de 1535.
Equações proféticas onde Suleiman o Magnífico encontra… o cardeal George Pell.
Os exegeses tradicionais rejeitam essas conjecturas, lembrando que “ninguém sabe o dia nem a hora” (Mateus 24:36).
No entanto, no Polymarket, é o algoritmo que decide. Os traders, indiferentes aos debates doutrinários, veem aqui uma oportunidade de rendimento.
Um detalhe absurdo? Não tanto assim. Em 2021, outra aposta ligou o Apocalipse à interrupção de um “sacrifício perpétuo” – prova de que os mercados cripto digerem até os símbolos mais obscuros.
O contrato especifica que o “Sim” vence se Cristo voltar antes de 31 de dezembro de 2025, à meia-noite (horário de Nova York).
A resolução dependerá de um “consenso de fontes confiáveis”. Mas quem julgará a credibilidade de uma aparição divina? Essa ambiguidade, típica dos mercados preditivos, lembra que a descentralização confunde as fronteiras entre fé e fatos.
Cripto e profecias: um casamento arriscado
A espinhosa questão das fontes não é nova. Outra aposta no Polymarket, ligada a Trump e a reservas de Bitcoin (14,2 milhões $ em jogo), cristaliza as tensões.
Apesar de um decreto presidencial, os traders se enfrentam sobre a definição de uma “reserva estratégica“. Um precedente que lança uma sombra sobre a aposta escatológica: e se a ressurreição de Cristo se tornasse uma disputa técnica?
Esses mercados revelam uma verdade crua: a cripto adora narrativas. Sejam políticas, financeiras ou religiosas, as narrativas alimentam a volatilidade.
A aposta em Jesus, embora marginal, se insere nessa lógica. Não se trata de crer, mas de capitalizar sobre uma viralidade – mesmo que isso envolva misturar tweets evangélicos e análises on-chain.
O Polymarket abre uma caixa de Pandora. Amanhã, será que vamos apostar na iminência de uma invasão extraterrestre ou na descoberta do Santo Graal? Esses contratos, embora fantasiosos, testam os limites da governança descentralizada.
Porque se a blockchain pode registrar tudo, quem decide a verdade? À 3%, as chances permanecem escassas. Mas o verdadeiro milagre reside em outro lugar: nesta fusão entre tecnologia e misticismo, onde o Antigo Testamento encontra os contratos inteligentes.
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Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.
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