Pirateia do Bybit: O FBI ordena que as exchanges de cripto bloqueiem transações suspeitas
O FBI faz um apelo aos operadores de nós e às plataformas de troca de criptomoedas para bloquear as transações relacionadas ao roubo recorde da Bybit. A agência federal americana confirmou a participação do grupo norte-coreano Lazarus neste roubo de 1,4 bilhão de dólares e está tomando medidas para impedir a lavagem de dinheiro.
O FBI mobiliza a indústria crypto contra os piratas norte-coreanos
Em 26 de fevereiro de 2025, o Federal Bureau of Investigation (FBI) lançou um apelo público instando os operadores de nós, as plataformas de troca e outros atores do setor de criptomoedas a bloquearem as transações ligadas ao roubo maciço da Bybit.
Esse ataque, ocorrido em 21 de outubro, permitiu que os hackers roubassem 1,4 bilhão de dólares, principalmente em Ether (ETH), tornando esse hack um dos mais importantes da história das criptomoedas.
A agência americana atribuiu formalmente esse ciberataque ao grupo norte-coreano Lazarus, que ela denomina pelo codinome “TraderTraitor” (também conhecido como APT38, BlueNoroff e Stardust Chollima). Esse grupo é tristemente famoso por suas operações sofisticadas direcionadas ao setor financeiro e particularmente ao ecossistema crypto.
Os investigadores do FBI compartilharam uma lista de 51 endereços Ethereum diretamente ligados aos hackers, mas a empresa de análise blockchain Elliptic já identificou mais de 11.000 carteiras suspeitas envolvidas nessa operação.
“Os atores de TraderTraitor agem rapidamente e converteram alguns dos ativos roubados em bitcoin e outras criptomoedas, dispersos em milhares de endereços através de várias blockchains“, destaca o FBI em seu comunicado.
Uma corrida contra o tempo para impedir a lavagem de dinheiro
As investigações conduzidas por analistas como ZachXBT e Arkham Intelligence revelaram um elemento preocupante: as mesmas carteiras envolvidas no hack da Bybit também foram utilizadas durante o roubo da Phemex em janeiro de 2025. Essa conexão direta, estabelecida on-chain, prova que o grupo Lazarus consolida os fundos roubados em diferentes ataques antes de iniciar suas operações de lavagem.
Desde o incidente de outubro, os hackers já conseguiram lavar mais de 135.000 Ether, o que equivale a cerca de 305 milhões de dólares nos preços atuais. No entanto, 363.900 ETH adicionais, com um valor aproximado de 825 milhões de dólares, permanecem intactos nas carteiras dos hackers. Esses fundos correm o risco de serem gradualmente convertidos em bitcoin, em stablecoins como o DAI ou em moeda fiduciária.
A técnica de ataque utilizada contra a Bybit foi particularmente engenhosa: os hackers implantaram um contrato inteligente falso que enganou os signatários e comprometeu uma carteira Ethereum multiassinatura.
Para lavar os fundos roubados, eles utilizam um arsenal de técnicas sofisticadas: exchanges descentralizadas, pontes interchains, serviços de troca instantânea sem KYC e mixers, como Tornado Cash, que tornam as transações praticamente inauditáveis.
Esse hack se inscreve em uma tendência alarmante. Em 2024, os hackers norte-coreanos já teriam roubado 1,34 bilhão de dólares em ativos digitais, o que representa um aumento de 102% em relação a 2023. Entre suas vítimas notáveis estão a rede Ronin (600 milhões de dólares) e WazirX (230 milhões de dólares).
Frente a essa ameaça sem precedentes, a colaboração entre autoridades e atores crypto se torna vital. O FBI está intensificando suas ações nesse setor, como também testemunha a busca na casa do CEO da Polymarket no último mês de novembro. Essa crescente implicação das autoridades americanas no universo crypto levanta tanto esperanças quanto questões.
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