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O ministro russo das Finanças revela seu plano impactante para liberar os BRICS

Sat 29 Mar 2025 ▪ 6 min de leitura ▪ por Mikaia A.
Pagamento

Apesar das ameaças de Donald Trump contra os países que viram as costas para o dólar, os BRICS não recuam. Sua estratégia se intensifica. Fiéis ao ouro, eles agora também adotam o caminho das criptomoedas e dos ativos digitais. Seu objetivo é claro: ampliar as ferramentas de pagamento para fortalecer sua independência econômica em relação aos Estados Unidos.

Soldat russe pointant avec son arme un tracé d'actifs numériques

A Rússia coloca os ativos digitais no cerne da independência dos BRICS

Para Anton Silouanov, a prioridade é clara: construir uma arquitetura financeira autônoma para os BRICS, longe das estruturas ocidentais. O ministro russo das Finanças quer acabar com a dependência do sistema SWIFT. Ele propõe uma solução baseada nas moedas nacionais e nos ativos digitais, um movimento apoiado pelas ambições dos BRICS.

Um sistema independente baseado em instrumentos digitais é necessário para o desenvolvimento comercial dos BRICS.

Ele defende a criação de uma rede de pagamentos transfronteiriços que contorna as barreiras ocidentais.

Segundo ele, essa infraestrutura deve permitir fortalecer as trocas entre os membros do bloco. A mensagem é sem ambiguidades: o bitcoin ou outros ativos digitais poderiam contribuir para essa mudança, mas sob uma forma adaptada aos seus padrões soberanos.

A determinação russa insere-se em um projeto comum. Os BRICS, que agrupam potências emergentes, querem se emancipar de uma finança dominada pelo dólar. A ideia de um sistema de troca descentralizado ou multimoeda se torna então central. Ainda mais porque as sanções contra Moscou aceleraram essa conscientização.

Por que continuar a jogar com as regras de um sistema controlado por seus adversários?

Bitcoin e criptos: a Rússia avança com passos lentos, mas estratégicos

Em relação ao bitcoin e às criptomoedas, a Rússia avança com cautela, mas determinação. Após anos de desconfiança, Moscou adapta sua postura. Desde 2024, vários sinais denunciam uma abertura direcionada para esses instrumentos. O Estado russo reconheceu o interesse em usar certos ativos digitais para os pagamentos internacionais.

Um quadro regulatório está emergindo. Ele visa as transações transfronteiriças em ativos digitais. O objetivo? Criar corredores de pagamento alternativos aos bancos ocidentais.

Outra iniciativa chave: a experimentação de um sistema de ouro digital. Ao associar a estabilidade do metal amarelo à rapidez das tecnologias digitais, a Rússia busca desenvolver uma ferramenta de transação fora do radar dos Estados Unidos.

Uma deputada russa afirma que esses ativos “poderiam substituir as moedas fiat em certas trocas“. Essas declarações ilustram uma mudança profunda na percepção das criptos, agora vistas como uma alavanca geopolítica.

E como indica um tweet amplamente compartilhado:

A Rússia compreendeu que para existir fora do dólar, é preciso criar suas próprias trilhas.

Daí essa combinação sutil entre Bitcoin, ouro e inovações regulatórias.

Mas essa estratégia híbrida pode realmente se estender a todos os parceiros dos BRICS?

Os BRICS podem resistir à pressão americana?

Frente a essa dinâmica, a reação de Donald Trump é previsível: ameaças, sanções, acusações de sabotagem econômica. Ele declarou que quer sancionar “qualquer país que vire as costas para o dólar“. No entanto, os BRICS continuam seu caminho.

A força deles reside em sua diversidade. A Rússia aposta no ouro digital, a China desenvolve seu yuan digital, a Índia experimenta moedas de banco central. Juntos, eles constroem um ecossistema paralelo.

Mas a questão permanece em aberto: essa diversidade de abordagens pode formar uma frente unida? E, sobretudo, a hegemonia americana pode realmente ser contestada sem provocar fricções diplomáticas significativas? Trump pode realmente impedir a dedolarização?

Alguns analistas acreditam que os Estados Unidos perderam seu monopólio monetário desde que a Arábia Saudita está diversificando seus pagamentos. Outros lembram que enquanto o dólar permanecer a moeda dominante nas trocas globais, qualquer tentativa de dedolarização permanece frágil.

Contudo, uma tendência está se firmando. Os BRICS não buscam mais a autorização de Washington. Eles estão construindo, cada um a seu próprio ritmo, uma alternativa credível. E nessa construção, os ativos digitais, sejam criptomoedas ou stablecoins atreladas ao ouro, desempenham um papel crescente.

Os BRICS querem se emancipar do dólar

  • A Rússia testa um ouro digital para contornar o SWIFT;
  • Uma rede de pagamento alternativa está sendo construída em silêncio;
  • O bitcoin permanece sob vigilância, mas ganha credibilidade;
  • O arsenal dos BRICS mistura tradição (ouro) e modernidade (cripto).

Então, Trump poderá realmente interromper essa dinâmica?

O aposta dos BRICS no ouro parece estar dando frutos. O metal amarelo atinge recordes históricos, consolidando uma estratégia discreta, mas eficaz. Associado ao uso crescente de ativos digitais, essa mudança pode bem redesenhar a ordem monetária mundial.

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Mikaia A.

La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose

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