Este país membro dos BRICS quer injetar 1.400.000.000.000 $ na economia dos EUA
Os Emirados Árabes Unidos, agora membros dos BRICS, vão investir 1.400 bilhões de dólares nos Estados Unidos ao longo de dez anos. Anunciada após um encontro com Donald Trump, essa manobra redesenha os equilíbrios globais. Entre ambição tecnológica, cálculo diplomático e projeção de influência, Abu Dhabi balança as estruturas de um mundo agora estruturado por alianças econômicas com geometria variável.
Uma promessa de investimento histórica entre os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos
O governo dos Emirados Árabes Unidos oficializou um compromisso de 1.400 bilhões de dólares em investimentos nos Estados Unidos na próxima década, após uma série de discussões com o presidente Donald Trump e várias figuras políticas americanas.
Este anúncio se insere em um contexto mais amplo de fortalecimento das relações econômicas bilaterais. De fato, os fundos serão principalmente direcionados para setores estratégicos como “inteligência artificial, semicondutores, energia e fabricação”.
Os Emirados Árabes Unidos, um país influente na aliança dos BRICS, demonstram assim sua vontade de se alinhar com as prioridades industriais e tecnológicas americanas, e de garantir sua presença em mercados-chave.
Além do montante espetacular, várias iniciativas concretas estruturam este acordo:
- Uma parceria de 25 bilhões de dólares foi estabelecida entre o fundo soberano ADQ e Energy Capital Partners para desenvolver infraestruturas energéticas e centros de dados em solo americano.
- Os setores visados incluem tecnologias disruptivas como IA e semicondutores, considerados primordiais para a soberania digital americana.
- Uma lógica de reindustrialização parece subjacente à estratégia dos EAU, que buscam acompanhar os Estados Unidos no fortalecimento de sua capacidade de produção avançada.
Esses compromissos ilustram um alinhamento estratégico que visa consolidar a relação bilaterais com o objetivo de ancorar este país do bloco dos BRICS nos ecossistemas de inovação e energia do mercado americano.
As ramificações energéticas e estratégicas do pacto emiradense
Além das promessas gerais, outros atores emiradenses rapidamente implementaram ações concretas. É o caso da XRG, a filial internacional da ADNOC (a companhia petrolífera nacional dos Emirados), que se comprometeu a investir nas infraestruturas americanas de gás natural liquefeito.
Mais precisamente, a XRG apoiará a construção da instalação de exportação de GNL da NextDecade, localizada no Texas. Essa iniciativa se integra a um desejo explícito de “fortalecer a produção e as exportações americanas de gás natural”.
Graças à injeção de capitais nesse projeto, os Emirados Árabes Unidos se apresentam como parceiros-chave da estratégia energética americana.
Este investimento não atende apenas a objetivos econômicos. Ele também permite consolidar a posição dos Emirados Árabes Unidos como atores globais na transição energética e garantir seus interesses em um mercado-chave.
A associação com projetos ligados às energias de baixo carbono e à modernização das infraestruturas energéticas revela um posicionamento tático diante dos desafios climáticos internacionais.
Esse estreitamento estratégico entre as duas nações pode, a longo prazo, reconfigurar algumas dinâmicas de poder, especialmente nos setores de tecnologia e energia. Os Emirados Árabes Unidos, ao apostar em um enraizamento profundo na economia americana, buscam aumentar sua influência em áreas estruturantes. Se essa iniciativa for bem-sucedida, também poderá incentivar outros países a intensificarem seus investimentos nos Estados Unidos, criando uma nova forma de competição diplomática e industrial com o bloco dos BRICS.
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Diplômé de Sciences Po Toulouse et titulaire d'une certification consultant blockchain délivrée par Alyra, j'ai rejoint l'aventure Cointribune en 2019. Convaincu du potentiel de la blockchain pour transformer de nombreux secteurs de l'économie, j'ai pris l'engagement de sensibiliser et d'informer le grand public sur cet écosystème en constante évolution. Mon objectif est de permettre à chacun de mieux comprendre la blockchain et de saisir les opportunités qu'elle offre. Je m'efforce chaque jour de fournir une analyse objective de l'actualité, de décrypter les tendances du marché, de relayer les dernières innovations technologiques et de mettre en perspective les enjeux économiques et sociétaux de cette révolution en marche.
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