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Bitcoin: Saylor adverte sobre uma possível tomada de controle pela China

Fri 21 Feb 2025 ▪ 4 min de leitura ▪ por Evans S.

Michael Saylor propõe uma visão audaciosa: os Estados Unidos deveriam adquirir 20% dos bitcoins em circulação. Durante um discurso na CPAC, ele afirmou que tal estratégia poderia não apenas fortalecer o dólar, mas também permitir o pagamento da dívida nacional. Por trás dessa ambição financeira, há uma luta geopolítica onde cada grande potência busca se impor na economia digital do amanhã.

Une Maison-Blanche submergée par bitcoin

O bitcoin, novo padrão-ouro do século XXI?

Michael Saylor não economiza palavras. Para ele, o bitcoin não é uma cripto como as outras. É um “ativo sem emissor”, insensível aos caprichos dos Estados ou das empresas.

Estalando os dedos, ele declara que possuir de 4 a 6 milhões de bitcoins (ou seja, 20% do estoque total) permitiria aos Estados Unidos “pagar a dívida nacional“. Um cálculo provocador: ao preço atual, essa reserva valeria 392 bilhões de dólares. Trocos diante dos 34 trilhões de dívida americana? Talvez. Mas Saylor aposta na valorização futura.

No entanto, a analogia com o petróleo impressiona. A reserva estratégica americana de petróleo bruto (395 milhões de barris) vale apenas 29 bilhões. Uma bagatela perto do bitcoin. Por quê? Porque o ouro digital, ao contrário do petróleo, não se consome. Ele se acumula. E ao contrário do ouro físico, ele pode ser transferido com um clique. Um ativo chave em um mundo onde, segundo Saylor, “o capital flui do físico para o digital“.

Mas o verdadeiro perigo, insiste ele, é geopolítico. “Você não gostaria que os sauditas, russos ou chineses o comprassem primeiro.” Uma corrida silenciosa foi iniciada. Os Estados Unidos, se continuarem lentos, podem perder sua hegemonia monetária. Uma visão que lembra a corrida do ouro do século XIX… mas em versão desmaterializada.

Estratégia MicroStrategy: o laboratório de uma revolução

Por trás das declarações estrondosas de Saylor, há um campo de experimentação: MicroStrategy. A empresa, recentemente renomeada para encarnar uma “estratégia mãe”, já possui 190 mil bitcoins (47 bilhões de dólares). Seu portfólio apresenta um lucro de 51%, e suas ações subiram 360% em um ano. Um sucesso que valida sua tese: o bitcoin é um “ciberespaço” onde se inventa a economia do amanhã.

Mas como convencer Washington? Saylor joga em dois tabuleiros. Primeiro, a urgência tecnológica. “Um bilhão de IA pensará um milhão de vezes por segundo. Elas usarão dinheiro digital“, martela. Em segundo lugar, a soberania. O bitcoin, segundo ele, permite que “um indivíduo [se torne] mais poderoso que o Estado“. Uma filosofia libertária que seduz 12 estados americanos, já investidos em 330 milhões em sua estratégia.

Resta um obstáculo: o ceticismo regulatório. Quando perguntado se incluiria outras criptos em uma reserva nacional, Saylor foge da pergunta. “O bitcoin atingiu uma velocidade de escape“, argumenta. Tradução: os altcoins são distrações. Apenas o BTC domina, e merece ser tratado como uma commodity estratégica.

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Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

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