A SEC está preparando quatro mesas-redondas sobre a regulação das criptomoedas!
A regulação cripto entra em uma fase crucial. A SEC, há muito percebida como uma barreira inflexível, orquestra uma série de quatro mesas redondas entre abril e junho. Trading, custódia de ativos, tokenização e DeFi: esses temas-chave delineiam um roteiro inédito. Por trás dessa iniciativa, uma mudança estratégica se perfila, marcada pelo desgaste da doutrina Gensler. Desvendando.
De um braço de ferro a um diálogo tático
Sob a era Trump, Gary Gensler, então presidente da SEC, tinha erguido a cripto como inimigo público. Rejeições de ETFs, ações em massa contra a Binance ou Coinbase… Uma guerra fria.
Mas desde janeiro, a agência opera uma metamorfose. Mark Uyeda, presidente interino, enterra discretamente projetos de regras controversos.
Exemplo simbólico: o abandono das normas reforçadas de custódia de ativos, consideradas sufocantes para os consultores de investimento.
Essa inflexão não é por acaso. A Crypto Task Force, lançada em janeiro, encarna essa nova filosofia: construir em vez de restringir.
A primeira mesa redonda, em 21 de março, preparou o palco questionando a definição de security. Um debate fundacional, longe dos anátemas passados. Hester Peirce, comissária pro-cripto, resume o espírito: ouvir os especialistas para moldar regras adequadas.
Entretanto, cautela. Se a SEC suaviza seu tom, ela não capitula. A agência mantém uma vigilância acentuada sobre os stablecoins e as plataformas não registradas.
A retirada da Bitnomial em seu litígio contra a SEC, no final de março, lembra que o regulador mantém os músculos tensos. Um equilíbrio delicado entre abertura e controle.
Quatro frentes para reinventar o ecossistema cripto
Vamos às mesas redondas. Cada temática escolhida reflete questões urgentes. No dia 11 de abril, o trading abrirá a dança.
No cerne dos debates: como adaptar as regras de transparência e liquidez sem sufocar a inovação? As lições do colapso da FTX pairam: garantir os mercados enquanto preserva sua agilidade.
No dia 25 de abril, a custódia de ativos assumirá o comando. Um assunto espinhoso, uma vez que as falhas (hacks, fraudes) alimentam a desconfiança dos institucionais. A SEC estaria buscando padronizar as práticas? Possível. Mas os atores cripto provavelmente defenderão modelos híbridos, combinando segurança e acessibilidade.
Tokenização e DeFi encerrariam os debates. No dia 12 de maio, a tokenização dos ativos reais poderia selar o casamento entre finanças tradicionais e blockchain. Imóveis, obrigações… As oportunidades são colossais, mas os riscos legais também.
Por fim, no dia 6 de junho, a DeFi enfrentará seu destino regulatório. Como supervisionar protocolos sem uma entidade central? Um quebra-cabeça que poderia resultar em um marco sob medida.
Enquanto a SEC multiplica as mesas redondas para redesenhar o futuro da regulação cripto, a Ripple dá um passo para trás ao abandonar seu recurso contra o regulador. Em troca, a empresa recupera 75 milhões de dólares, colocando assim um ponto final em uma batalha judicial emblemática.
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Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.
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