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1,63 bilhão de perdas em cripto: O triste recorde do 1º trimestre de 2025

Tue 01 Apr 2025 ▪ 4 min de leitura ▪ por Evans S.
Fraude

O universo cripto sofreu um tremor financeiro. No primeiro trimestre de 2025, os hackers siphonaram 1,63 bilhão de dólares, pulverizando todos os recordes. Um número vertiginoso, impulsionado pelo ataque titânico contra a Bybit, que representa por si só 92% das perdas. Mas por trás dessas estatísticas brutais se escondem realidades mais nuançadas: falhas exploradas, ecossistemas vulneráveis e uma resiliência frágil. Mergulho nas entranhas de uma crise que abala as fundações da descentralização.

Illustration d'un trader désemparé face à un hack.

O golpe devastador

O ataque contra a Bybit, em fevereiro de 2025, agiu como uma deflagração. Com 1,53 bilhão de dólares evaporados, essa façanha permanece como uma das mais audaciosas da história das criptos.

Para entender seu impacto, é preciso voltar aos números: em janeiro, as perdas somavam 87 milhões de dólares, um montante já alarmante.

Então fevereiro chegou, transformando uma tendência preocupante em uma catástrofe sistêmica. A Bybit não foi apenas hackeada; foi desmontada, expondo vulnerabilidades estruturais que muitos acreditavam improváveis.

No entanto, essa hecatombe não eclipsou outros ataques. Em fevereiro, Infini (50 milhões de dólares), zkLend (9,5 milhões) e Ionic (8,5 milhões) também sofreram perdas significativas.

Esses incidentes, mergulhados na sombra da Bybit, revelam um aumento de alvos variados: protocolos DeFi, plataformas de empréstimo, infraestruturas de trading.

Os hackers diversificam suas estratégias, passando da exploração de contratos inteligentes à manipulação de carteiras institucionais.

Março trouxe um semblante de alívio, com uma queda de 97% nos roubos (33 milhões de dólares). Alguns fundos foram até restituídos, como os 4,5 milhões de dólares recuperados pela 1inch após uma negociação intensa.

Mas esse relativocalar não deve enganar: trata-se menos de uma melhora na segurança do que de um respiro tático. Os hackers digerem seu saque, enquanto os protocolos reforçam – temporariamente – suas defesas.

Cripto: a ilusão da segurança descentralizada

O aumento de 131% nos roubos em um ano é preocupante. Como um ecossistema aclamado por sua transparência e robustez se torna um campo de jogo para cibercriminosos? A resposta reside em um paradoxo: quanto mais a cripto se democratiza, mais seus pontos de ruptura se multiplicam.

Os protocolos DeFi, projetados para eliminar intermediários, criam falhas exponenciais. O ataque contra a Abracadabra.money (13 milhões de dólares em março) é um exemplo: uma simples falha de contrato inteligente foi suficiente para esvaziar os cofres.

As plataformas RWA (Real World Assets), como a Zoth (8,4 milhões de dólares roubados), incorporam outro risco.

Ao conectar a cripto a ativos tradicionais, atraem tanto investidores institucionais… quanto hackers em busca de liquidez estável. O ataque à Zoth, por meio de uma transação fraudulenta convertida em stablecoins, demonstra uma sofisticação crescente. Os hackers não se contentam mais em roubar; eles branqueiam em tempo real.

Diante dessa ameaça, recompensas por bugs e restituições negociadas emergem como uma solução problemática. O caso da 1inch, onde o hacker devolveu 90% dos fundos em troca de uma recompensa de 500.000 dólares, levanta uma questão ética: recompensar criminosos é o preço a pagar para limitar os danos? Essa prática, embora pragmática, pode normalizar um ciclo vicioso. Ela também revela uma verdade crua: na cripto, a segurança permanece uma corrida contra o tempo, onde cada inovação vem acompanhada de novos perigos. Uma tendência preocupante, mesmo quando os desenvolvedores estão gradualmente voltando as costas para a cripto.

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Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

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